domingo, 29 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Da relação..

Eu sou eu. Você é você.
Eu não estou neste mundo para atender às suas
expectativas.
E você não está neste mundo para atender às
minhas expectativas.
Eu faço a minha coisa.
Você faz a sua.
E quando nos encontramos.
É muito bom.

[Poema de Pearls, citado por Rubens Alves na Crônica: Aos apaixonados.]

Gostei.

sábado, 7 de novembro de 2009

Luz interior..

“O Cristianismo veio ao mundo acima de tudo para afirmar com veemência que o homem não só não devia olhar para dentro, mas devia olhar para fora, contemplar com assombro e entusiasmo uma companhia divina e um capitão divino. O único prazer de ser cristão era que o homem não ficava sozinho com a Luz Interior, mas definitivamente reconhecia uma luz exterior, bela como o sol, clara como a lua, formidável como um exército com bandeiras.”

[Chesterton, Ortodoxia, p.126.]

Livro bom deve ser relido.

sábado, 3 de outubro de 2009

Nó.

Sentimentos engasgam. Pedem passagem.
Como? Palavras são um escape...Mas quais?
Elas não fazem sentido... Emoções não fazem.
Lembranças, renovos, dores, amores...
Viver, não se render. Requer raça.
Todos têm..
Eu tenho! Eu acredito..
Refugiado na minha crença sigo, sigo..
Amanhã é amanhã..
Palavra com gosto de esperança...
Lá será melhor.
Tem que ser.
Vai ser.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Canção das mulheres..

"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza e bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco _ em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo "Olha como estou tendo muita paciência com você!"
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro _ filho, amigo, amante, marido _ não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa _ uma mulher."

[Lya Luft, Pensar é transgredir, p.19]

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Apesar de.

"Lóri: uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida."

[Clarice Lispector, Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, p.33]

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pai..

Sempre presente... E eu que lamentava quando criança tê-lo ausente.Trabalho, trabalho, trabalho...
Sentia falta de mais carinho, atenção, diversão... Via-o sempre ocupado, correndo, estressado, tinha uma visão errônea... Não conseguia aceitar esse afeto demonstrado com "esforço de adquirir condições para dar-me uma vida boa, sem falta de nada"... Minha mente de criança não alcançava que estava sim, muito presente, apesar de.
Os anos trouxeram o amadurecimento e a clareza para discernir, que precisava saber lidar com seu temperamento, tão firme, forte, teimoso e sensível...Com ele, é tudo com jeitinho, muita conversa e beijinhos..
Uma lembrança forte da minha infância era da Kombi... Marca registrada sua. Coisa de comerciante, sempre Kombi, cheia de verduras e produtos no fim da tarde... Lembro dos atrasos ao nos buscar na escola. Meu coração se enchia de alegria quando via chegando aquele carro barulhento e grande do papai. Ali representava mais uma faceta sua. Homem simples, sem muitas vaidades...
Ao sair de casa. Deparei-me com sua ausência e senti tanto... Daqueles momentos em que chegava tarde da noite em casa sempre com uma melancia..ou uma coisinha gostosa e ia pra sala com sua janta aproveitada do almoço... ao seu modo... Como era bom roubar ali, mesmo em competição com a TV... Alguns momentos de carinho, de aconchego e de conversas...Chego recordar dos “huns!” e das mudanças radicais de assunto, ao falar de rapazes e dos meus sentimentos...
Além do homem responsável, honesto, batalhador e bom, ele se revelou um grande amigo. Com seu amor incondicional, consegue fazer o feito de me sentir uma princesa, na qual possui alguém que faria tudo por ela..
Mesmo tão longe, depois de 10 anos, ele consegue cuidar de mim, me faz sentir que não estou sozinha. Sou grata pela paciência nas conversas, nas crises e nas dores...
Independente das falhas, inerente a todos... Posso dizer com toda paz, certeza e orgulho que ele é sim, meu herói. Meu amigo, meu refúgio, meu papai.
Quando sua imagem vem a minha mente, lembro de amor. Ele é repleto de amor. E agradeço a Deus por isso. Algumas pessoas dizem que sou especial e me admiram... Elas não sabem de onde eu vim quem foi meu referencial, meus genitores.
Mais uma vez digo: Tamanho é meu orgulho de vir de você, de ser seu sangue, sua bonequinha e sua filha.
Te amo..sempre.
Ao pai dia 08.08

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Contentamento.

Ela se depara alegre. Uma alegria temerosa.
Imagina-se num belo e vasto campo... De braços abertos, olhos fechados, abraça o vento que entrelaça seus cabelos[como se pedisse passagem para saciá-la com a brisa do prazer].
Respira o agrado da vida, o presente, a benção. Pensa que talvez precise desculpar-se com alguém... Estaria traindo sua tão companheira dor? Sua costumeira tristeza?
Teme não ser verdade.
Uma incerteza diferente, e doce.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Querer.

Quero sentir-me protegida, escondida, acolhida em ti.
Quero ser criança. Quero acreditar. Quero depender. Quero te amar naturalmente, tal qual um recém nascido se apega a sua genitora profunda e soluçadamente. Quero chorar e espernear em sua ausência, na esperança de logo estar nos teus braços envoltos de afagos e cuidados.
Quero...Sejas meu genitor, meu amor, sejas meu.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Do ser..

"De repente as coisas não precisam mais fazer sentido. Satisfaço-me em ser. Tu és? Tenho certeza que sim. O não sentido das coisas me faz ter um sorriso de complacência. De certo tudo deve estar sendo o que é."

[Clarice Lispector, Um sopro de vida.]

terça-feira, 23 de junho de 2009

Lembrança sólida

Uma ilha. Fim de férias. Malas espalhadas. Ônibus na porta do hotel e dezenas de pessoas em movimento, check-out, arrumações e despedidas... Haianna conferia suas malas, se estavam todas ali. Poderia perder o horário, sua mente estava cheia, queria lembrar se não tinha esquecido nada... De repente, seu pensamento é interrompido, por Samir, um menino alvo, lábios corados, olhos redondos. Estava com um sorriso maroto, bem característico seu, mas agora parecia ser de quem escondia algo, um de seus braços estavam para trás.
Estava distraída, mas sentiu vontade de se concentrar nele. Haianna conseguiu se desprender da dinâmica do momento, e olhou para mão estendida à sua frente. Sua testa franziu numa tentativa de decifrar aquilo. Era verde, parecia uma semente grande. Era um mini coco, menor que o dorso de uma mão. Ficou na dúvida da finalidade daquilo, mas, sensível à atitude e expectativa dele, ela pegou, sorriu, e demonstrou afeição pelo coquinho... Samir disse que era pra guardar como lembrança... Ela achou diferente, então, veio à sua mente o seu fascínio por plantas, bichos, eco e afins... Sorriu pra si mesma e percebeu que era importante pra ele, então decidiu que seria pra ela também.
Depois de dias... Lá estava ela em seu quarto, queria um lugar para o querido coquinho... Afinal, não poderia se desfazer... Era a lembrança. Arrumou um espaço no cantinho da gaveta de quinquilharias da cômoda. Não era o local mais nobre, mas ali estaria seguro e não perderia facilmente. O tempo passou e ele já não estava mais verde, foi diminuindo e não tinha nenhuma beleza, estava marrom, seco e sem vida. Jogou-o fora. Lamentou pelo destino da lembrança. Mas fazer o quê, se era tão frágil... Pensou que assim também seria o desfecho daquela história.
Engano. O curso dos humanos é diferente dos da natureza. Envolve escolhas, sentimentos, vontades e empatias... Depois de alguns meses em um e-mail, a resposta, outro e-mail e assim sucessivamente... Até um dia chegar às mensagens instantâneas e longas conversas por janelinhas...
Samir era daqueles que come quieto, característico de sua terra. Do tipo que aos poucos conquista espaço e não se substitui facilmente. Misterioso, desconfiado e doce. Complexo. Cheio de idéias e pensamentos que pareciam não conter em si. Irônico e sarcástico conseguia ser gentil e ensinável, ao mesmo tempo. Às vezes parecia tonto. Ilusão. Devido sua inteligência perceptível e esperteza, se fazia de tal.
Um ano passou. Companhia, conselhos, risadas... Dois anos, cotidiano, problemas... Três anos... Eles estavam diferentes, mais maduros, experiências, decepções... Quatro anos e entre idas e vindas, brigas, longos períodos de silêncio... O tempo os fez aprender um com o outro e nem se deram conta disso.
Lembra história de romance... Mas que nada. Cada um teve e tem seus amores. O que tiveram foi maior. Um compartilhar de prazeres e dissabores... Algo que, incrivelmente, transpôs a distância, espaço, razão e todos os fatores que não conseguiram separar esses corações. Que, ao contrário do coquinho, cresceu, ganhou forma, beleza e desenvolveu uma atividade interna significativa e peculiar dos seres humanos... Uma amizade.

sábado, 20 de junho de 2009

Solidão

"A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...
Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão...
...As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis. “Como se comporta a Sua Solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.
Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.” Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.
Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim:

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.!“

O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação...
Tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão.
A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações? Você compara a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasiada) dos outros, em celebrações cheias de risos...Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação. Ela não é verdadeira."

[Trechos do artigo A solidão Amiga de Rubem Alves, 2002]

Muito bom!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

"A perseverança não é apenas a capacidade de suportar uma coisa difícil, mas de torná-la em glória".

[Citação de William Barclay, no livro de Philip Yancey, p.163]

Frase forte. Uma busca.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Prece...

"Nessa mesma noite gaguejara uma prece para o Deus e para si mesma: alivia minha alma, faze com que eu sinta que Tua mão está dada à minha, faze com que eu sinta que a morte não existe porque na verdade já estamos na eternidade, faze com que eu sinta que amar é não morrer, que a entrega de si mesmo não significa a morte e sim a vida, faze com que eu sinta uma alegria modesta e diária, faze com que eu não Te indague demais, porque a resposta seria tão misteriosa quanto a pergunta, faze com que eu receba o mundo sem medo, pois para esse mundo incompreensível nós fomos criados e nós mesmos também incompreensíveis, então é que há uma conexão entre esse mistério do mundo e o nosso, mas essa conexão não é clara para nós enquanto quisermos entendê-la, abençoa-me para que eu viva com alegria o pão que eu como, o sono que durmo, faze com que eu tenha caridade e paciência comigo mesma, amém."

[Clarice Lispector, Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, p. 113]

terça-feira, 16 de junho de 2009

Mimo...

Era por volta de onze da manhã, fazia frio e estava na minha solidão matinal concentrada no PC, quando fui surpreendida por um recado no MSN, era o Hallen perguntando sobre o meu almoço...

Hallen é um amigo que fiz a pouco tempo na nova cidade, rapazinho precoce..rs Posso assim dizer, em função de sua liderança com os jovens da igreja, no alto de seus 18 aninhos recém completados. Jeito de menino brincalhão, esperto, com um sorriso aberto e de aparelhos, chama atenção pela sua altura e sua empolgação. Estes dias convivemos mais, entre uma tirada e outra com muitas risadas, sempre inquieto, ora irônico, ora sério, ouvia atentamente meus conselhos sobre sua liderança.

Dona D. viajou este final de semana e fiquei sozinha em casa durante o longo feriado. Ele, ao perceber minha agonia para programar atividades com os jovens, uma tentativa de fugir do tédio e, porque não da dor... Incorporou o espírito da coisa e não só organizou uma festinha com os jovens, com direito a UNO e filme, como também me fez companhia. A programação foi desde um casamento que não fomos convidados e barrados na porta da festa a jogar totó com a turma depois do culto de domingo no “Hot Dog do Dedé”, com direito a gritos e vibrações a cada gol. rs.. Para a rotina deste lugar... Isto foi, no mínimo, muito divertido.

E voltando à pergunta, eu disse que não tinha pensado em nada. Ele respondeu: _Vou preparar comida pra vc! Achei engraçado... e depois de trinta minutos, ouço alguém chamando: _ Leninha!!! Era sua mãe, Cidinha, tão querida quanto o filho, estava à porta junto dele com um prato quentinho de comida. Nunca tinha visto isto, será coisa de interior? Prefiro acreditar que tenha sido um mimo de Deus.

Dizem que a felicidade está presente nas pequenas coisas que passam despercebidas em nossas vidas... Em especial, esta não passou. E hoje, sem dúvida, fui mais feliz. *-*

domingo, 7 de junho de 2009

Vida

A vida é emoção.
A vida é mistério.
A vida é triste.
A vida é bela.
A vida é trágica.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Retornar para Ele...

Dei uma olhada neste blog e vi o quanto tenho preguiça de escrever..que boa jornalista ein?...
Quando não se tem vontade ou disposição pra criar alguma coisa, cópias são sempre bem vindas. Principalmente, quando são interessantes...Então, para não abandonar de vez esta página que na verdade não sei ao certo sua finalidade, vou deixar um trecho de um livro que estou lendo. Chama-se A Cabana, de Willian P. Young.

..."O mundo está partido porque no Éden vocês abandonaram o relacionamento conosco para afirmar a própria independência. A maioria dos humanos expressou isso voltando-se para o trabalho das mãos e para o suor do rosto em busca da identidade, do valor e da segurança. Ao optar por definir o que é bom e o que é mau, vocês buscam determinar seu próprio destino. Foi essa reviravolta que causou tanta dor.
Jesus se firmou no pedaço de madeira para se levantar e parou enquanto Mack terminava de comer o sanduíche e se levantava também. Juntos, começaram a andar pela margem do lago.
_ Mas isso não é tudo. O desejo da mulher..na verdade a palavra é a "virada". Assim, a virada da mulher não foi a obra de suas mãos e sim para o homem, e a reação dele foi "dominá-la", assumir o poder sobre ela, tornar-se o governante. Antes dessa escolha, a mulher encontrava sua identidade, sua segurança e sua compreensão do bem e do mal apenas em mim, da mesma forma que o homem.
_ Não é de espantar que eu me sinta um fracasso tão grande com Nan. Não consigo ser isso para ela.
_ Você não foi feito para ser. E, ao tentar, estará brincando de Deus.
_ Há alguma saída para isso?
_ É simples demais, mas nunca é fácil para vocês. A saída é voltar-se para mim. Abrir mão de seus hábitos de poder e manipulação e simplesmente voltar-se para mim. _ Jesus parecia estar implorando._ As mulheres, em geral, acham difícil dar as costas para um homem e parar de exigir que ele atenda às suas necessidades, que proporcionone segurança e proteja a identidade delas. Acham difícil retornar para mim."...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Boa música..



Dani, minha nova amiga mineira, me apresentou esta música. Eu adorei..

Inclusive o título deste blog é em sua homenagem..

domingo, 10 de maio de 2009

Dor de dente..


Dizem que não existe coisa pior que dor de dente..
será?
Se não for a pior, é uma das piores..
É uma dor apertada, forte, é como se tivessem fincando um prego na sua gengiva, sem dó nem piedade, ora martela, ora é fina..
Sinceramente, só sentindo pra saber..
Estou desde ontem com dor de dente, mesmo com 25 anos, ainda sou acometida por este mal..
E pior.. escondida aqui no fim do mundo, longe de tudo e de todos, gemendo numa cama solitária..e ainda no dia das mães..
Por falar nisso, que saudade da minha mãe..
Ontem, no ápice da minha dor, quando uns bons samaritanos cuidaram de mim e me levaram no hospital, lembrei da minha infância..no saculejo do carro, de olhos fechados e careta de dor, lembrei da minha mãe..do meu pai..e uma cena persistente na minha mente que vivi na minha infância..
É sério!
Lembro do meu irmão mais novo, assustado com meus gritos e meus berros dizendo que ia morrer!!
Não esqueço... ele ao lado da cama chorando, segurando minha mão, beijando-a e dizendo: _Não maninha! não diz isso! vc não vai morrer, não vai morrer! (pela carinha dele, ele achava que eu realmente poderia morrer..rs)

Enquanto isso, meus pais arrumavam o telefone de um dentista em plena madrugada.. A casa estava um fuzuê, no dia seguinte iríamos viajar, toda a família de férias...A viagem poderia ser cancelada! para o desespero de todos.
Nossa, como é gostoso lembrar daquele dia, que vai ficar marcado na minha memória pra sempre..Meu pai, tão linda a carinha de preocupado dele..aquela que vc entende que ele faria de tudo pra sentir aquela dor por vc, só pra te aliviar..
E minha mãe, lembro da respiração dela no lugar de carona do carro, me abraçando, me afagando toda hora..como se aquilo fosse o remédio que eu precisava..
Lembro da cara inchada no dentista abrindo o consultório, paciente..me acalmando dizendo que ia passar.. Ele mexeu, virou, aplicou umas coisas, fez um curativo..e pra alegria e alívio de todos, ele disse que não precisávamos cancelar a viagem, não sentiria mais dor e dava pra tratar o dente quando voltássemos..
No dia seguinte, além da cabeça doendo de tanto chorar e os olhos inchados..tudo correu bem e saímos de viagem ainda sem o sol...Lembro dos mimos, dos cuidados e te todos os dengos necessários para a Jarlene ficar bem e prosseguirmos nossa viagem em família..uma das poucas e raras que tivemos..
Bons tempos aqueles..
Saudade deles, saudade da família, saudade do barulho..da bagunça, das arrumações..da grande kombi branca do papai..saudade.
..