segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Do concurso


O sono não vem... Talvez seja o incomodo do torcicolo, ou talvez seja a minha dificuldade de assimilar que consegui passar no primeiro concurso público que prestei. Não há possibilidade de me vangloriar com este feito, dirigindo à minha inteligência ou capacidade a causa para este resultado. Porque vivenciei cada detalhe na dependência total de Deus. Lembro que em cima de uma palavra, um vislumbre de esperança do que passar num concurso poderia gerar no meu cotidiano, eu caminhei. Um dia de cada vez. Muitos de completa exaustão depois de um dia cansativo e cheio de desafios e afrontas. Emocionalmente e fisicamente exausta.

Lembro com clareza das minhas respirações profundas, meu desejo de continuar dormindo e até mesmo desistir, quando orava a Deus no silêncio da minha fraqueza e depois levantava vagarosamente e andava.

Algumas pessoas sabem que estudar para concurso nunca foi uma meta na minha vida. Ao contrário, não me via fixada a um lugar fazendo um trabalho metódico e constante como o de servidor público. Mas de repente, era justo esta porta, que poderia me dar a oportunidade de fazer o que amo, sem roubar todo o meu tempo e minhas forças.
Estudei quatro meses e me esforcei de verdade, dentro dos meus limites, queria fazer minha parte crendo que o Senhor poderia fazer a parte dele. Tive fé para acreditar que poderia acontecer comigo.

Estou meio abobalhada ainda. Não consigo assimilar bem esta benção. É meio constrangedor. Realmente não é fácil receber algo que você não merece.

Penso no futuro e não sei o que me espera, mas é uma expectativa boa, não pelo fato de daqui a pouco ter um emprego estável, que talvez não passe mais por aquela experiência terrível de ficar tantos meses desempregada, mas por essa certeza de que Deus está muito perto, se importando e cuidando tanto de mim. Essa certeza de sentir seu sorriso de Pai orgulhoso, com aquele olhar de quem possui toda a sabedoria e conhecimento em suas mãos e que sempre tá ali torcendo por vc de mãos estendidas para abençoar, seja permitindo experimentarmos as cruezas da vida de forma penosa e dolorida, seja nos mimando com presentes como estes.

Chego a lembrar de um versículo bíblico e da minha aliança com ele. De todas as experiências que tenho vivido, apesar da vista tantas vezes embaçada, a certeza da presença dele, meu consolo. O seu amor realmente não se afasta de mim.

Ele é muito real e a fidelidade Dele é uma promessa e um alento.

Obrigada por esta vitória e que minha vida, meu testemunho e meus atos retratem sempre quem tu és.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Da música

Voltei do feriado toda ligth. Comecei o trabalho organizando a agenda sem pressa, em seguida separei um playlist com boas músicas e parti para os meus textos. No meio da construção de uma citação, um toque e depois uma letra roubou toda a concentração e me tirou um sorriso despretensioso. Continuei tentando escrever, mas me rendi a música e parei para ouvi-la . Uma onda de boas lembranças inundaram meus pensamentos e foi muito bom.
Acho que essa música foi a declaração de amor que mais gostei.
Linda poesia, linda música.


domingo, 4 de novembro de 2012

Feliz!

Esses dias ando muito contemplativa. Ando tão feliz e isto é meio atípico - dado o meu temperamento um tanto melancólico! =)  O fato é: tô muito feliz e realizada. Vislumbro um ciclo fechando e outro se abrindo. E esta nova perspectiva me enche de vida e esperança. É como se voltasse a mim, mas com uma bagagem e uma experiência que unindo os dois até daria uma outra pessoa.
Adoro essa foto! Ela descreve o q sinto agora.
Fico com vontade de descrever cada coisinha legal que sinto, cada alegria, cada bobagem que tira um sorriso meu. É como se antes estivesse com a vista embaçada e agora enxergasse claramente algumas coisas que passavam despercebidas e quase imperceptíveis.
Obrigada Deus. Te amo. Sempre.

domingo, 19 de agosto de 2012

Do curso..


Estou com um ar de contentamento, felicidade, realização, paz e estranha complacência com a vida, com minhas faltas, falhas, com meu estado, comigo.
Sinto-me feliz e é gostoso sentir isso, sem algum motivo especial.
É o cotidiano. É o curso do rio. É o desenrolar da vida.
A paz interna é definida pela certeza que Ele está perto e posso sorrir com Ele. Também sem nenhum motivo aparente, apenas em poder contemplar a expressão do seu rosto tão próxima.
Grata. =)

sábado, 16 de junho de 2012

É bonita!

Se pararmos para pensar bem, a vida realmente não é nada fácil... No início deste ano, tive o dissabor de experimentar pela primeira vez um pequeno acidente, que me levou a usar muletas por dois longos meses e ainda ter de me adaptar com uma debilidade física – o tal pós-trauma (que parece não curar nunca!). Mas, em meio a todo este turbulento problema que mudou todo o curso dos meus planos neste início de 2012, aconteceu algo que ao me recordar, naturalmente, arranca um sorriso saudoso do meu rosto.

Umas das maiores manifestações de amor que o ser humano pode experimentar, pode se encontrar numa amizade verdadeira, sem interesse, aquela movida não por afazeres diários, rotina ou interesse de “troca”, mas pela admiração, pela essência em comum, alegria e prazer que a companhia gera, simplesmente só em estar junto.

Já se passaram sete ou oito anos e toda vez que nos vemos, apesar do tempo e da distância parece que nunca tivemos tanto tempo longe uma da outra - Foi o que mais uma vez constatamos - Quero dizer do presente que recebi ao viajar para a Cidade do Sol, com minhas grandes amigas: Letícia e Marcele- as cariocas suingue sangue bom, que conquistaram um lugar cativo aqui nesse coração maranhese -tocantinizado.

Apesar de ainda sentir o joelho, não pude admitir perder esse momento, por isso, tratei de arrumar minhas malas e ir ao encontro das minhas amigas. Lindas, solteiras e ricas, mto ricas! Hehehe. Ali, em meio a nossa ansiedade e nossa rotina de aproveitar todos os belíssimos atrativos que Natal tinha a nos oferecer (com todos os cuidados com o joelho, é claro); íamos percebendo nas conversas, nas risadas e nas expressões do rosto uma da outra, algumas mudanças... Como o tempo e o acúmulo de responsabilidades e a superação contínua que a vida, do seu modo, nos impôs, nos transformaram em mulheres fortes, destemidas e espirituais. Guardamos em todo percurso, nossa essência e por isso somos tão vencedoras e únicas.

Na companhia delas, me sinto à vontade. Posso transmitir sem medo, minhas inseguranças, minhas vontades, meus medos e meus sonhos. Posso sorrir e chorar. Sei que sempre poderei contar com o carinho, a aceitação e atenção delas.

A vida nos prega tantas surpresas, como não degustar de momentos como estes, que são verdadeiros deleites?

Com os olhos levemente ardidos pela noite de insônia que me levou a parar e escrever isto me despeço com os versos de Gonzaguinha: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz... Cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz. Eu sei, que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: É bonita, é bonita e é bonita!” =)

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Do fluir...

“O tempo, o clima e meu ar de contentamento estão com um gostinho todo especial, e por que não dizer único, neste dia atípico e nublado em Palmas. Descreveria este sentimento em uma palavra: aconchego. Gosto desta palavra, porque me remete a concha - abrigo, casa, carinho e dengo. Dengo me define. Sou naturalmente dengosa e adoro isso. Gosto dos dengos em todos seus aspectos, públicos e alvos..rs Seja como um beijinho na bochecha de uma criança, ao abraço apertado e acolhedor no colo do pai ou ao olhar solícito e revelador de dois irmãos que compreendem o universo do outro com um simples gesto.

Chego a rir de mim mesma, como conduzi estas palavras sem nenhum planejamento de pensamento, apenas fluindo no curso das letras e sentimentos. Mas o que me levou a escrever foi esta alegria doce e faceira perceptível a qualquer um, com este sorriso persistente no rosto. As maçãs mais avantajadas, o olhar mais bobo e os dentes ora e outra à mostra...

Não. Não estou apaixonada.

Penso até que felicidade não está relacionada a acontecimentos externos, é uma afirmação íntima e pessoal ligada ao propósito existencial entre você e Deus. No entanto, entre tantas contradições da vida, tenho de concordar que alguns fatos trazem um gostinho de realização todo especial. Feliz é aquele que consegue perceber e degustar desses significativos prazeres cotidianos que dão o toque e o sabor ao todo, como a cereja do bolo. =)

Posso dizer que nesta última semana degustei de várias cerejas. Numa noite quente de terça-feira, Deus falou comigo de uma maneira surpreendente. Voltei no tempo e relembrei momentos marcantes e transformadores que vivi, senti sua cura em vários deles que trouxeram dores profundas. Não me arrisco em tentar definir o que senti. Mas a cena que vem em minha mente é de um olhar entre seu pai e sua filha de encontro e complacência em um gesto único e tão cheio de amor, capaz de romper a linha do tempo e eternizar o momento por toda a existência.

Meu sorriso também surge, ao ver a alegria do meu irmão mais novo. Todo serelepe, se encontrando na cidade nova, fazendo novos amigos, transformando sua rotina e comemorando o novo trabalho, depois de um tempo difícil e triste.

No meio de uma semana cheia de muito trabalho, desafios e percalços, ontem me surpreendi”....

...

Escrevi este texto numa manhã de domingo, no dia 18 dezembro de 2011 e sinceramente, não me lembro do que me surpreendi no dia anterior! haha! Só me recordo que fui interrompida com a ligação da minha irmã me chamando para o almoço, em família, na casa do meu co-cunhado. Talvez, caberia mais um parágrafo descrevendo a alegria de viver esse momento e tê-los por perto.
Um novo ano melhor pra todos nós. Cheio de pequenas alegrias e saborosas degustações.=P