quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Do fluir...

“O tempo, o clima e meu ar de contentamento estão com um gostinho todo especial, e por que não dizer único, neste dia atípico e nublado em Palmas. Descreveria este sentimento em uma palavra: aconchego. Gosto desta palavra, porque me remete a concha - abrigo, casa, carinho e dengo. Dengo me define. Sou naturalmente dengosa e adoro isso. Gosto dos dengos em todos seus aspectos, públicos e alvos..rs Seja como um beijinho na bochecha de uma criança, ao abraço apertado e acolhedor no colo do pai ou ao olhar solícito e revelador de dois irmãos que compreendem o universo do outro com um simples gesto.

Chego a rir de mim mesma, como conduzi estas palavras sem nenhum planejamento de pensamento, apenas fluindo no curso das letras e sentimentos. Mas o que me levou a escrever foi esta alegria doce e faceira perceptível a qualquer um, com este sorriso persistente no rosto. As maçãs mais avantajadas, o olhar mais bobo e os dentes ora e outra à mostra...

Não. Não estou apaixonada.

Penso até que felicidade não está relacionada a acontecimentos externos, é uma afirmação íntima e pessoal ligada ao propósito existencial entre você e Deus. No entanto, entre tantas contradições da vida, tenho de concordar que alguns fatos trazem um gostinho de realização todo especial. Feliz é aquele que consegue perceber e degustar desses significativos prazeres cotidianos que dão o toque e o sabor ao todo, como a cereja do bolo. =)

Posso dizer que nesta última semana degustei de várias cerejas. Numa noite quente de terça-feira, Deus falou comigo de uma maneira surpreendente. Voltei no tempo e relembrei momentos marcantes e transformadores que vivi, senti sua cura em vários deles que trouxeram dores profundas. Não me arrisco em tentar definir o que senti. Mas a cena que vem em minha mente é de um olhar entre seu pai e sua filha de encontro e complacência em um gesto único e tão cheio de amor, capaz de romper a linha do tempo e eternizar o momento por toda a existência.

Meu sorriso também surge, ao ver a alegria do meu irmão mais novo. Todo serelepe, se encontrando na cidade nova, fazendo novos amigos, transformando sua rotina e comemorando o novo trabalho, depois de um tempo difícil e triste.

No meio de uma semana cheia de muito trabalho, desafios e percalços, ontem me surpreendi”....

...

Escrevi este texto numa manhã de domingo, no dia 18 dezembro de 2011 e sinceramente, não me lembro do que me surpreendi no dia anterior! haha! Só me recordo que fui interrompida com a ligação da minha irmã me chamando para o almoço, em família, na casa do meu co-cunhado. Talvez, caberia mais um parágrafo descrevendo a alegria de viver esse momento e tê-los por perto.
Um novo ano melhor pra todos nós. Cheio de pequenas alegrias e saborosas degustações.=P