terça-feira, 15 de novembro de 2011

Do dia..

Feriado de 15 de novembro. Dia de filminho, cineminha, lasanha com coca-cola e tudo sem culpa! Rs..
No final da tarde, ao me deparar com tanta morosidade, confesso que senti uma pontinha de preocupação... Busquei resgatar da minha memória: “Eu não teria outra coisa mais proveitosa pra fazer?” Logo abstraí e lembrei que eu merecia... Afinal, era feriado e ralei muito nos últimos dias estudando para a tal prova do mestrado...
Finalizo o meu dia com um ar de contentamento e refletindo em um diálogo que me chamou atenção em um dos filmes, que confesso, assisto pela terceira vez. Não lembro ao pé da letra, mas, parafraseando, era algo como: “Se você não aquietar e parar de querer resolver tudo, de se preocupar em demasiado com o sentimento das pessoas, de quem amou ou deixou de amar ou de encontrar algo para aquecer seu coração, se não se esvaziar de tudo, não vai permitir que Deus entre e preencha este espaço com o grande amor Dele...”. Gostei. Ao orar esta noite, sussurrei baixinho: “Esvazia-me Senhor. Esvazia-me. Te amo tanto...” =) Boa semana pra nós!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Do revelar...

Sabe aquele momento que como um salto, tenta expressar por meio de palavras, uma tentativa de aliviar algo que não cabe em você?

...Entendo quando dizem que você é o Alfa e o Ômega. O princípio e o fim... Quando estou em ti- mergulhada, imersa e envolvida pelos elementos que inundam o meu ser - é que vislumbro a dimensão de quem és e de quem sou em ti. Nesse momento, nesse exato momento de doce, sublime e extraordinária graça, entendo e relembro quem sou. Recordo-me que tudo começa, e tudo termina em ti. És o ciclo. A aliança eterna. Onde tudo nasce, existe e coexiste.
- Quando estou lá, desejo, profunda e soluçadamente, eternizar esse momento. É quando não preciso de mais nada, além da tua presença saciadora invasiva e abundante.
Obrigada por te ter...
Te amo..
Sempre...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Do ser-e-inventar...

Incrível nossa capacidade de se transformar e se reinventar, a cada passo, a cada experiência, ao novo, ao lugar.

Em três anos vivi grandes mudanças. Conheci lugares, nichos, famílias e pessoas diferentes. Consigo olhar para trás e sinto que apesar de ter vivido intensamente tudo e a todos, às vezes me comportava como uma expectadora. Alguém que os observava, interagia, conquistava, analisava e logo se despedia, levando um pouco de cada um, de suas vidas, culturas, conquistas de seus prazeres e dissabores.

Gente!
O lugar, com suas peculiaridades, atrativos, história e contextos torna-se vazio quando não se conhece pessoas, não se estreita relacionamentos, quando não se constrói ligação, vida e amizade. Conheci pessoas que de certa forma estarão sempre comigo, porque as vivi tão intensamente que um pouco delas ficou em mim. Seja um olhar, jeito de ser, sorriso, conselho, sermões, aquele gesto altruísta ou até mesmo aquela noite de lágrimas solidária. Também foram evidentes as decepções e os desapontamentos - a dura e cruel tarefa de encarar a realidade, a maldade, debilidade e falha das pessoas, inerente a todos. Experimentei o cuidado e o carinho de Deus em cada um deles, de formas e intensidade diferentes.

Queria poder expressar para todos eles, cada um - seja de Fortaleza, Belo Horizonte, Palmas, Rio de Janeiro à Dores do Indaiá... O quanto foram e são tão preciosos pra mim. Mas tenho a amarga franqueza de admitir: sou péssima em manter contato!

"Changes"

Depois de um tempo difícil. Vivi um choque. De volta a estaca zero: cidade natal. Ali, apesar da vista ainda embaçada, passei a enxergar, claramente, pequenas verdades...

Descobri que apesar de tudo e de todas as frustações, existe algo incrustado em mim que excede toda dor e todo o medo. Ele me faz renegar qualquer segurança palpável ou falsa, em função dos meus princípios e da minha aliança profunda e eterna com Ele. De forma tão sutil, sobrenatural e real, Ele é sempre suficiente pra mim.

Entendi que apesar de tudo, sou muito abençoada porque minha família é o meu bem mais precioso e, mesmo distantes, temos uns aos outros. Amo cada coisinha e cada pedacinho deles. Depois de algumas mudanças, finalmente entendi que amo e escolhi a cidade mais nova do Brasil pra viver, ela parece comigo. Sempre me recebe como um filho que volta pra casa e ainda com mimos e ovação de "Palmas".

E ainda na luta por vencer numa redação "eletrizante", descobri que nada é impossível ou difícil, quando você batalha pela sobrevivência. Os limites ou os obstáculos ficam escancarados como simples portas para, naturalmente, ultrapassá-los. De quebra, ainda percebi que me divirto com minha labuta jornalística.

Descobri ainda que a dor de mais uma desilusão é superada com muito trabalho, bons e velhos amigos e o já conhecido "tempo". Finalmente entendi, que apesar das desavenças e desgastes que a moradia com amigos causem, eu odeio morar sozinha! Sou mais feliz, quando tem mais alguém em casa, quando ouço o barulho vindo da cozinha, ou das conversas soltas sobre os afazeres do dia, antes de mais uma noite de sono.

Rompi preconceitos. Desvencilhei-me da busca infeliz pela perfeição, aceitei meu estado civil como uma benção, e claro, uma fase... (rs). Aprendi a rir de mim mesma, das minhas tolices e inseguranças, curtir minhas amigas, jogar conversa fora, além de rir bastante e mostrar a beleza em ambientes charmosos, regado a boas conversas e companhias.

Depois de tantas afirmações, acreditei que meu sorriso é realmente encantador, bem como a minha pessoa cativante...(olha a modéstia). Defini dentro de mim o quanto amo pessoas e o quanto quero estar perto delas. Como aprecio poesia, boa música, fotografia e aqueeela leitura.

Enfim.

Momentos, lágrimas, pessoas e lugares; somam à bagagem, transformam o cotidiano, recriam algo a partir do que já existe. O dom, a fé, a presença Dele, a força. O mistério do ser, do viver e a incrível capacidade diária do homem de se reinventar.