quinta-feira, 23 de julho de 2009

Contentamento.

Ela se depara alegre. Uma alegria temerosa.
Imagina-se num belo e vasto campo... De braços abertos, olhos fechados, abraça o vento que entrelaça seus cabelos[como se pedisse passagem para saciá-la com a brisa do prazer].
Respira o agrado da vida, o presente, a benção. Pensa que talvez precise desculpar-se com alguém... Estaria traindo sua tão companheira dor? Sua costumeira tristeza?
Teme não ser verdade.
Uma incerteza diferente, e doce.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Querer.

Quero sentir-me protegida, escondida, acolhida em ti.
Quero ser criança. Quero acreditar. Quero depender. Quero te amar naturalmente, tal qual um recém nascido se apega a sua genitora profunda e soluçadamente. Quero chorar e espernear em sua ausência, na esperança de logo estar nos teus braços envoltos de afagos e cuidados.
Quero...Sejas meu genitor, meu amor, sejas meu.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Do ser..

"De repente as coisas não precisam mais fazer sentido. Satisfaço-me em ser. Tu és? Tenho certeza que sim. O não sentido das coisas me faz ter um sorriso de complacência. De certo tudo deve estar sendo o que é."

[Clarice Lispector, Um sopro de vida.]