sábado, 16 de junho de 2012

É bonita!

Se pararmos para pensar bem, a vida realmente não é nada fácil... No início deste ano, tive o dissabor de experimentar pela primeira vez um pequeno acidente, que me levou a usar muletas por dois longos meses e ainda ter de me adaptar com uma debilidade física – o tal pós-trauma (que parece não curar nunca!). Mas, em meio a todo este turbulento problema que mudou todo o curso dos meus planos neste início de 2012, aconteceu algo que ao me recordar, naturalmente, arranca um sorriso saudoso do meu rosto.

Umas das maiores manifestações de amor que o ser humano pode experimentar, pode se encontrar numa amizade verdadeira, sem interesse, aquela movida não por afazeres diários, rotina ou interesse de “troca”, mas pela admiração, pela essência em comum, alegria e prazer que a companhia gera, simplesmente só em estar junto.

Já se passaram sete ou oito anos e toda vez que nos vemos, apesar do tempo e da distância parece que nunca tivemos tanto tempo longe uma da outra - Foi o que mais uma vez constatamos - Quero dizer do presente que recebi ao viajar para a Cidade do Sol, com minhas grandes amigas: Letícia e Marcele- as cariocas suingue sangue bom, que conquistaram um lugar cativo aqui nesse coração maranhese -tocantinizado.

Apesar de ainda sentir o joelho, não pude admitir perder esse momento, por isso, tratei de arrumar minhas malas e ir ao encontro das minhas amigas. Lindas, solteiras e ricas, mto ricas! Hehehe. Ali, em meio a nossa ansiedade e nossa rotina de aproveitar todos os belíssimos atrativos que Natal tinha a nos oferecer (com todos os cuidados com o joelho, é claro); íamos percebendo nas conversas, nas risadas e nas expressões do rosto uma da outra, algumas mudanças... Como o tempo e o acúmulo de responsabilidades e a superação contínua que a vida, do seu modo, nos impôs, nos transformaram em mulheres fortes, destemidas e espirituais. Guardamos em todo percurso, nossa essência e por isso somos tão vencedoras e únicas.

Na companhia delas, me sinto à vontade. Posso transmitir sem medo, minhas inseguranças, minhas vontades, meus medos e meus sonhos. Posso sorrir e chorar. Sei que sempre poderei contar com o carinho, a aceitação e atenção delas.

A vida nos prega tantas surpresas, como não degustar de momentos como estes, que são verdadeiros deleites?

Com os olhos levemente ardidos pela noite de insônia que me levou a parar e escrever isto me despeço com os versos de Gonzaguinha: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz... Cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz. Eu sei, que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: É bonita, é bonita e é bonita!” =)

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