sexta-feira, 14 de março de 2014

Do virar a página...

Ouvimos esta expressão geralmente como um conselho amigo, diante da dor que nos paralisa e que deveria ficar lá no lugar devido, no passado.

Dar mais um passo, ter uma nova perspectiva, inspirar uma nova frase ou fase e ensaiar enredos, formar páginas e compor livros. Porque não?

Difícil é virar a tal página que parece tão pesada e ao mesmo tempo atrativa. Penso ser mais cômodo nos voltarmos para a lamúria, reviver, chorar o que se perdeu e não sair de lá. É mais fácil se apegar com aquela dor e tornar-se vítima do que aconteceu. Sair dali pra quê? Se lá é onde está o nosso coração (em pedaços)?

Reviver o passado, ruminar o saudosismo e olhar fixo para trás, talvez seja menos dispendioso do que o novo. O desafio de levantar, sacudir a poeira das lembranças e ter um olhar diferente para o futuro, depois de dias no quarto escuro e vislumbrar a janela que se abre com um céu azul e ar fresco - pode ofuscar a vista.

Ao mesmo tempo, se omitir das novas possibilidades, limitar-se a olhar somente para o chão e esquecer o futuro, pode ser uma fraude contra a vida, Deus e a própria natureza que se faz nova a cada manhã.
O que passou - seja o fracasso de um projeto, a despedida de um ente querido, o fim de um amor ou a rejeição de outro - simplesmente passou... As vivências, alegrias ou dissabores, perdas ou ganhos, farão parte da nossa história e da memória, mas estão inseridas nas páginas viradas e realmente não devem ditar o futuro.

Porque não se permitir viver outros sonhos, relembrar com carinho os bons momentos dos que se foram e até se conhecer outros amores? O ciclo da vida é dinâmico. Desafia-nos a olhar para frente de uma maneira positiva e sorrir para o amanhã dando um voto de confiança.


Meu desejo é que possamos colocar em prática o conselho amigo e não deixar a roda parar, até porque pode ser o segredo do tempero que, provavelmente, deixará o enredo da nova página irresistível. 

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